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Automóvel exclusivo para cadeirantes é lançado nos EUA

Imagem do KangarooKangaroo, como é chamado, é a novidade da indústria automobilística norte-americana. Desenvolvido exclusivamente para cadeirantes, o compacto de apenas um lugar é apresentado como solução para superar os inconvenientes da adaptação dos automóveis convencionais para as pessoas com deficiência. Além da adaptação não ser possível para todos os modelos disponíveis no mercado, ainda há um outro inconveniente: o valor do serviço chega a ser quase o mesmo preço de um carro novo.

O Kangaroo facilita o acesso do dono através de uma porta traseira e ainda é ecologicamente correto, pois é movido por um motor totalmente elétrico. Ainda não existe previsão de venda no mercado nacional, mas nos Estados Unidos a unidade custa aproximadamente US$ 25.000,00.

Centro de pesquisas do cérebro e de células-tronco será construído no Rio

O Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde (Sautec) que será construído ao lado do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), na zona portuária do Rio de Janeiro, será um dos centros mais avançados do mundo e custará cerca de R$ 72 milhões, além dos R$ 2 milhões mensais necessários para o seu funcionamento.

7 teslaO Sautec será o único Centro de Pesquisas do Hemisfério Sul a possuir o 7 tesla, um equipamento de ressonância magnética de última geração que produz imagens do cérebro em atividade a partir de estímulos determinados. Além disso, o Sautec também terá laboratórios para o desenvolvimento de terapias celulares e medicamentos de última geração com a finalidade de diminuir a distância entre a pesquisa acadêmica e a aplicação de seus resultados. A ideia é criar tratamentos para doenças como o Alzheimer, o mal de Parkinson e, até mesmo, criar novas técnicas de desenvolvimento da marcha, que ajudem tanto pacientes com paralisia cerebral a caminharem, quanto investiguem formas de melhorar os resultados de atletas de alto desempenho.

Inclusão social vira superação no cinema

Destacamos Colegas por dois motivos: é um filme protagonizado por três atores com síndrome de Down e, além disso, foi o vencedor do prêmio de melhor longa nacional no Festival de Gramado deste ano.

Em entrevista ao Portal Terra, o diretor Marcelo Galvão conta que se inspirou no tio Márcio, que tinha a síndrome de Down, e ressalta: “Não é um filme pretensioso, é um filme gostoso de assistir, em que você não se dá conta de que são três pessoas com síndrome de Down que estão ali. Dessa forma, ele já se torna um projeto de inclusão”.

Foto Colegas

Como sabemos, a dificuldade em trabalhar com a inclusão da diferença não é uma exclusividade só da Agrega, nem tampouco a felicidade com os seus frutos. Galvão conta que diversas empresas se negaram a patrocinar o seu projeto, pois não queriam associar as suas marcas a uma deficiência. Pior ainda foram as dificuldades que surgiram para o lançamento, depois de ter o seu filme julgado como uma “produção de nicho”. “Quando o público gosta e aplaude em pé, você vê que não é um filme de nicho”, argumenta o diretor.

Para saber mais sobre Colegas: <http://blogcolegasofilme.com/>

Mudanças nas relações trabalhistas

Uma importante discussão sobre as relações trabalhistas tem ocupado a pauta do Governo Federal e do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Alguns dos assuntos tratados ainda são polêmicos e estão sendo avaliados, mas em geral a discussão ruma para um ordenamento jurídico mais favorável à inclusão social.

Algumas medidas já foram aprovadas e constam nas súmulas do TST como, por exemplo, o fato de que a partir de agora o funcionário que sofrer um acidente de trabalho passa a ter o direito à estabilidade no emprego, mesmo quando o contrato de trabalho for temporário. Da mesma forma, o TST entende que a demissão sem fundamento de um trabalhador portador de uma doença grave que suscite estigma e/ou preconceito é passível de anulação.

A nova jurisprudência quer levar em conta os avanços econômicos e as inovações tecnológicas para rever a questão do emprego formal. Um dos pontos mais importantes no que diz respeito à salvaguarda que as empresas precisam ter para desenvolverem instrumentos de inclusão de pessoas que, por conta de uma deficiência ou um transtorno mental, não conseguem cumprir a jornada de trabalho integral é o reconhecimento da validade da jornada de 12 horas. São mudanças significativas e que precisam ser implementadas com responsabilidade, por parte do governo, das empresas e dos sindicatos. Vamos continuar acompanhando este processo torcendo para que não tome rumos de retrocesso.